Prevalência e tendências das principais anomalias congênitas no Brasil: Um estudo de 2011 a 2020

18/06/2025

Artigo Científico

Prevalência e tendências das principais anomalias congênitas no Brasil: Um estudo de 2011 a 2020

Introdução:
As anomalias congênitas são importantes causas de morbidade e mortalidade entre recém-nascidos e lactentes. No Brasil, a prevalência estimada de malformações ao nascimento é inferior a 1%, valor relativamente menor em comparação com outras regiões do mundo.

Objetivo:


Analisar a prevalência de anomalias congênitas no Brasil ao longo de uma década (2011–2020), e investigar possíveis associações com fatores socioeconômicos, gestacionais e regionais, utilizando dados do Sistema de Informações sobre os Nascidos Vivos (SINASC).

Métodos:


Foram analisados dados de 29.025.461 nascidos vivos, dos quais 240.405 apresentavam anomalias congênitas. Os casos foram classificados em dois grupos: recém-nascidos com uma única malformação maior e aqueles com múltiplas malformações maiores (malformações menores foram excluídas).

Resultados:


A prevalência geral foi de 8,0 por 1.000 nascidos vivos, com variações ao longo dos anos e entre as diferentes regiões do país. A Região Sudeste, com maior índice de desenvolvimento humano (IDH), apresentou a maior prevalência. As anomalias mais frequentes foram:

  • Deformidades dos membros (29,7%)

  • Defeitos do tubo neural (14,7%)

  • Cardiopatias congênitas (11,6%)

Conclusão:

Embora a prevalência nacional seja inferior a 1%, o número absoluto de casos é expressivo e apresenta diferenças regionais importantes, o que evidencia a necessidade de políticas públicas específicas para prevenção, diagnóstico e cuidado com essas condições.

Link do artigo: journal.pone.0323654